Relíquias são todos os objetos que pertenceram ou foram tocados pelos Santos. Os Cavaleiros Templários passaram então a guardiões e protetores destas relíquias sagradas. Muitas dessas relíquias foram descobertas nas escavações realizadas por eles e por Santa Helena em Jerusalém. Ainda que nada tenha sido provado, até o presente, é certo que encontraram algo muito poderoso relacionado ao conhecimento alquímico, místico, gnóstico, litúrgico e cabalístico, já que vários estudiosos do assunto mencionam a sagrada-geometria que faz parte do conjunto de sete ciências livres como aritmética, astrologia, didática, gramática, música e retórica. E os pressupostos geométricos, matemáticos e arquitetônicos da arte gótica, a arte de Deus.
Supõe-se que estavam sob a proteção dos Templários as seguintes relíquias entre outras: A Arca da Aliança, O Santo Graal, o corpo da Santa Eufêmea de Chalcedon, a Lança de Longino.
Segundo os ensinamentos bíblicos, Moisés foi escolhido por Deus para libertar o povo judeu do julgo do Egito. A dura jornada pelo deserto durou quarenta anos, levando os Hebreus a duvidarem de Moisés. Com isso, erguem um bezerro de ouro para adoração que é destruído quando Moisés desce o Monte Sinai com as Tábuas contendo as leis de Deus.
Existem controvérsias sobre a origem do Santo Graal como também muitas formas de descrevê-lo e representá-lo, na interpretação cristã, teria sido o cálice usado por Jesus na última ceia. Segundo algumas tradições, José de Arimatéia teria colocado parte do sangue de Jesus no momento em que seu corpo estava sendo preparado para as cerimonias fúnebres. Outras fontes dizem ainda que conteria o sangue oriundo do ferimento provocado pela lança de um centurião romano após o ato da crucificação.
Sob a proteção dos Cavaleiros Templários, esse objeto sagrado passou a simbolizar a Trindade Cósmica Universal Mística trazendo para Ordem a sabedoria e o conhecimento das civilizações antigas e abertura do portal da busca interior.
Imagem:www.acam.it/graal12htm
Santa Eufêmea de Chanlcedon
Eufêmea filha de um senador romano da Calcedônia de Bitinia na Ásia Menor, por se recusar a prestar oferendas ao Deus Marte (Ares), passa por horríveis tortura, que resistiu sem negar sua fé ao cristianismo. Por ordem do procônsul Prisco foi condenada aos leões. Porém, na arena nenhum leão esboçou qualquer ataque à Eufêmea.
Vendo que seus algozes jamais a deixariam em liberdade, em oração pede a Deus que ponha fim ao seu sofrimento. Sua prece é atendida, e somente um leão vem em sua direção e desferindo-lhe uma única e forte patada provocando a sua morte em 16 de setembro de 303 d.C. Entretanto, os leões se afastaram sem tocar em seu corpo,deixando-o imaculado. De acordo com relatos da época, seu corpo emanava poderes divinos de cura, sendo posteriormente os Cavaleiros Templários seus fiéis guardiões. O atributo cristão que simboliza o martírio da virgem Santa Eufêmea é a palma. Seu nome que em grego grafava-se
Imagem:www.legionhemosil.com
Lança de São Longuinho
Longuinho ou Longuinus era um centurião romano que viveu no primeiro século cristão. Teria ele no ato da crucificação de Jesus ferido seu corpo com sua lança para averiguar se estava morto e, ao ferir a carne de Jesus, o sangue espirrar respingou nos olhos de Longuinho curando-o de uma doença. Desde então converteu-se ao cristianismo, tornou-se monge sendo por isso perseguido, preso e torturado.
Embora seja considerado um mártir, seu atributo não é a palma. O santo é representado simbolicamente como um eremita com a mão direita levantada carregando uma lanterna e na esquerda sua lança, sendo associado à carta do tarô O Eremita, que significa sabedoria.
Os Cavaleiros Templários foram guardiões desse poderoso talismã-a lança sobre o qual diz a lenda que quem o possuísse jamais sofreria derrota em batalhas militares. Embora, não existe nenhuma comprovação histórica de que esta ponta de lança pertenceu a Longuinho, os especialistas em artefatos deduzem que a mesma pertenceu ao período citado. Devemos observar ainda, que existem inúmeros artefatos semelhantes a este uma vez que eram utilizados pelo exército romano. Hoje a lança pertence à casa de Habsburg e está sobre a guarda do Museu de Hoffburg em Viena.
Da Luz Templária a Perfeição Maçônica
Jussara Faria Cestari
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